ORGANIZAÇÕES DE DEFESA DE DIREITOS E ADVOCACY

Notas para uma agenda de pesquisas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31068/tp.30304

Palavras-chave:

Organizações de defesa de direitos, Advocacy, Literatura internacional

Resumo

Os estudos sobre organizações de defesa de direitos que utilizam -se do advocacy para interferir na agenda pública são ainda recentes no Brasil, mas comuns na agenda internacional. Dada essa constatação buscou-se, através de revisão da literatura internacional, compreender os fatores que impulsionam a promoção do advocacy e os que limitam sua adoção pelas organizações. Conforme a literatura internacional, as organizações de defesa de direitos que utilizam -se de advocacy operam como vetores importantes na manutenção de direitos já adquiridos ou na conquista de novos direitos. As pesquisas dedicadas às organizações de defesa de direitos ponderam que suas caraterísticas impactam de forma variada na promoção ou não do advocacy. Variáveis como tamanho da organização, área de atuação, financiamento, estrutura de tecnologia de informação e tempo de atuação influem na forma que as organizações se utilizam do advocacy. Alguns autores destacam que quando as organizações de defesa de direitos cooptam representantes de grupos dentro da própria comunidade que atuam, tendem a ter maior engajamento cívico e político. Os pesquisadores identificam, atualmente, as organizações de defesa de direitos em rede, ou como coligações ou mesmo num modelo híbrido polivalente. Incorporam, portanto, características de organizações, de movimentos sociais e de prestação de serviços.

Biografia do Autor

Marina Félix de Melo, Universidade Federal de Alagoas

Doutora em Sociologia pelo PPGS da UFPE, coordena o Grupo de Pesquisa do CNPq “Produção Acadêmica, Científica e Tecnológica”. Professora do Instituto de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas, Brasil.

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Publicado

2022-08-22

Edição

Seção

Dossiê