TEORIAS DA AÇÃO COLETIVA E A INFLUÊNCIA DOS GRUPOS DE INTERESSE NA POLÍTICA

Autores

  • Lucas Henrique Ribeiro
  • Ciro Antônio da Silva Resende
  • Barbara Salatiel Borges
  • Paula Vivacqua de Souza Galvão Boarin

DOI:

https://doi.org/10.4322/tp.v29i3.853

Resumo

O artigo apresenta e discute a trajetória do campo de estudos sobre grupos de interesse, especificamente sobre teorias que propõem explicações para sua formação e mobilização. Em primeiro lugar, a literatura sobre ação coletiva e interesses organizados foi identificada e os mecanismos causais envolvidos na explicação do processo de mobilização dos grupos foram descritos. Essa trajetória é caracterizada por três correntes de pensamento, que se sobrepõem, em alguma medida, no tempo: pluralismo, elitismo transacional e neopluralismo. Nessa direção, o artigo reúne as principais contribuições e limitações de cada vertente. Em relação aos resultados, verificou-se que o pluralismo, centrado em uma perspectiva estrutural, prevê que interesses se organizam em grupos com certa facilidade e a influência é balanceada pela diversidade desses grupos. O elitismo enfatiza as diferentes probabilidades de mobilização de interesses em torno desses grupos e os vieses produzidos na capacidade de influência. Já o neopluralismo conecta a disponibilidade de recursos e incentivos à mobilização, e ressalta que o comportamento do grupo condiciona sua influência sobre o processo decisório. Corroborando o já apontado por sistematizações anteriores do campo, observa-se que os esforços para a compreensão da mobilização dos interesses em torno de grupos organizados suscitaram uma literatura rica e diversificada que extrapolou as limitações iniciais e segue em contínuo desenvolvimento

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Publicado

2021-04-05

Edição

Seção

Artigos