REPENSANDO O AGONISMO: O IMPASSE NÃO SUPERADO ENTRE CONFLITO E CONSENSO

Autores

  • Felipe Corral de Freiras

DOI:

https://doi.org/10.4322/tp.v29i3.854

Resumo

Chantal Mouffe vem buscando desenvolver um modelo teórico-normativo de democracia radical a partir da teoria do discurso desenvolvida em conjunto com Ernesto Laclau, que, por sua vez, está alicerçada em elementos teórico-ontológicos do pós-fundacionalismo e do pós-estruturalismo. A autora parte desse terreno para tecer críticas aos modelos deliberacionistas de Rawls e de Habermas para daí desenvolver seu entendimento do que chama de “modelo agonístico”. Com esse panorama, proponho neste artigo uma renovada reflexão acerca do conceito de agonismo. Aponto dois problemas que afetam seu desenvolvimento teórico: a) a crítica ontológica aos deliberacionistas não se sustenta em sua dimensão ôntica, e b) a autora acaba relegando a segundo plano o conflito político (e o próprio antagonismo) como mecanismo de manutenção democrática. Entendo que esses dois problemas limitam sua perspectiva teórica, ainda mais em se tratando de um modelo radical de democracia

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Publicado

2021-04-05

Edição

Seção

Artigos