Sentimentos antipartidários e seus determinantes na América Latina em 2012

Autores

  • Audrey Karoline Marques Dias

DOI:

https://doi.org/10.4322/tp.v27i2.664

Resumo

A literatura especializada aponta que os partidos políticos se encontram em crise, onde é questionada a vigência deles como mediadores entre cidadãos e Estado. Contudo, escassos são os estudos que se dedicam a investigar o comportamento negativo e antipartidário dos eleitores para com essas instituições. O presente trabalho pretende suprir esse gap, se debruçando sobre os vínculos negativos entre os cidadãos latino-americanos e partidos políticos. Mais especificamente, buscamos responder: que tipo de relação existe entre os indivíduos e as instituições partidárias na região latino-americana? E, o que levaria, em última instância, os eleitores dessa região a rejeitarem os partidos políticos? Assim, o trabalho ambiciona: colocar em destaque a conceitualização de antipartidarismo feita pela literatura, distinguindo como as teorias vêm tratando o fenômeno; também analisamos algumas medidas para identificar sua presença nas democracias latino-americanas, estabelecendo uma forma de mensurar sentimentos antipartidários; e, por fim, através de modelos multiníveis logísticos, buscamos os determinantes individuais e contextuais desses sentimentos. Para tal, serão utilizados dados produzidos pelo Latin American Public Opinion Project (LAPOP) (2006-2012) para vinte democracias latino-americanas

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Publicado

2018-12-11

Edição

Seção

Dossiê